Amor
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A minha arte
Eu escrevo textos incríveis sobre coisas incríveis e isso é direção. Quando eu escrevo, eu não estou só escolhendo palavras. Eu estou escolhendo o que merece existir. Estou pegando aquilo que passa rápido demais – um olhar, uma memória, um detalhe que ninguém reparou – e dizendo “fica”. Eu dou forma ao que era confuso,… Read more
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Esteja perto enquanto dá tempo
Eu achava que distância era só um detalhe logístico, um “depois eu vejo”, um “quando der eu volto” e, quando eu dei conta, tinha uma parte importante de mim vivendo longe do que sempre me sustentou. Foi aí que eu entendi uma coisa simples, quase óbvia, mas que a gente só aprende de verdade quando… Read more
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Valorize a alegria fútil
A vida, no fundo, não se sustenta só de grandes marcos, conquistas raras ou acontecimentos que mudam tudo. Ela se sustenta, dia após dia, de pequenas combustões de sentido. Daqueles instantes que, se alguém olhar de fora, parecem quase nada. E, mesmo assim, por dentro, viram tudo. Um jogo de futebol, por exemplo. Três ou… Read more
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A vocês, meus irmãos
Meus irmãos são daquelas pessoas raras que fazem a dedicação parecer simples, mas não é. É disciplina com coração. É consistência com brilho nos olhos. Eles não “fazem o que dá”, eles fazem o que precisa, do jeito certo, com uma força quieta que não pede aplauso, mas que muda o ambiente inteiro. O que… Read more
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O curioso caso da generosidade espontânea
A gente se impressiona com a generosidade espontânea como quem vê um cometa riscando o céu: bonito, raro, quase inacreditável. E é curioso, porque isso deveria ser o normal. Deveria ser a regra simples do convívio: repartir quando dá, cuidar sem anúncio, lembrar que o outro também é gente inteira, com fome, pressa, cansaço e… Read more
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O amor, Curitiba, despedida e o final do nosso tempo
Estou indo embora de Curitiba. E dizer isso em voz alta parece simples, mas por dentro é como fechar um livro que eu amei ler devagar. Seis anos não cabem num “tchau”. Seis anos têm cheiro de chuva no asfalto, têm céu baixo e guarda-chuva esquecido, têm cafés em dias frios, têm ruas que viraram… Read more
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Um 2026 azul, igual ao da minha mãe
Dois mil e vinte e seis tá aí, batendo na porta. Como todo último dia do ano que se preste, hoje foi dia de acordar mais tarde, de tomar café no horário do almoço e de deixar as panelas de lado ao meio dia para ter o foco direcionado totalmente aos preparativos tardios da confraternização… Read more
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Ao mundo o seu dom
Existe uma espécie de injustiça silenciosa quando a gente guarda demais aquilo que recebeu. Não porque seja errado ter algo só seu, mas porque certos dons não foram feitos para morar num cofre. Eles foram feitos para circular. Para virar ponte. Para acender outras pessoas. Para ampliar o mundo. A vida, às vezes, toca a… Read more
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🤍 (leia esse texto ouvindo Ludovico Einaudi)
Uma vida que se abre é como uma janela depois de anos fechada: entra luz, entra vento, entra poeira também. Ela não pede licença, ela só acontece. E quando acontece, muda o ar dentro da gente de um jeito irreversível. Uma vida pode ser esquecida, sim. Porque o tempo tem esse dom cruel de apagar… Read more
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Helena
Helena tinha os olhos da cor do oceano. Não desse mar de cartão-postal, mas do outro, imenso, humano, que guarda calmaria e temporal. O azul nela não era só cor, era distância, era abrigo, era um segredo sem rumor me chamando de “vem comigo”. Nos olhos dela havia um horizonte que nunca termina, só muda… Read more
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E sobre lugares, um dia eu descubro o meu
Tem gente que nasce com endereço certo no peito. Eu não. Eu sempre tive mais estrada do que sala, mais “talvez” do que “fica”. E por muito tempo eu confundi lugar com cenário: a rua certa, a cidade certa, a casa bonita, a vista bonita, o bar que toca a música que encaixa, o quarto… Read more
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