Meus irmãos são daquelas pessoas raras que fazem a dedicação parecer simples, mas não é. É disciplina com coração. É consistência com brilho nos olhos. Eles não “fazem o que dá”, eles fazem o que precisa, do jeito certo, com uma força quieta que não pede aplauso, mas que muda o ambiente inteiro.
O que mais me impressiona é o amor deles pelos próprios sonhos. Não é um amor vaidoso, de quem quer provar algo pro mundo. É um amor genuíno, quase artesanal, de quem acredita no que constrói mesmo quando ninguém está olhando. Eles cuidam do caminho como quem cuida de algo vivo: com paciência, com respeito, com coragem de recomeçar quantas vezes forem necessárias. Tem dias que o mundo exige mais do que a gente tem e ainda assim eles vão. Vão com propósito. Vão com fé. Vão com aquela verdade interna que não se negocia.
E estar perto deles me deixa deslumbrado. Porque é impossível conviver com alguém assim e sair ileso. Eu olho pra eles e sinto uma mistura bonita de admiração e alerta: “é isso… é assim que se vive por algo.” A presença deles me lembra que sonho não é fantasia, sonho é compromisso. E compromisso tem cheiro de rotina, de esforço, de pequenas escolhas certas repetidas até virar destino.
O mais bonito é que eles não me motivam com discurso. Eles me motivam com exemplo. Eles me mostram, sem dizer uma palavra, que o que a gente quer de verdade merece ser perseguido com respeito e seriedade. Que a vida fica menor quando a gente se abandona, e fica imensa quando a gente se leva a sério.
Por isso, quando eu estou perto deles, eu sinto vontade de seguir os meus sonhos com mais coragem. Eu me sinto chamado de volta pra mim mesmo, pro que eu acredito, pro que eu adiei, pro que eu finjo que não importa. Porque se eles conseguem amar o sonho deles desse jeito, eu também posso aprender a amar o meu. E talvez essa seja uma das maiores bênçãos da família: ter alguém tão dedicado por perto que, só de existir, te empurra na direção da tua própria versão mais verdadeira.

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