Saudade de casa é um nó que não desata,
é o cheiro do café que a memória resgata,
o ranger da porta, o toque das paredes,
e aquele silêncio que só ali faz sentido.
É o canto do vento na janela de sempre,
o piso frio que conhece nossos pés,
é a roupa esquecida no varal,
e o som do relógio marcando o tempo devagar.
Saudade de casa é abraço que falta,
é mesa posta mesmo sem ninguém,
é lembrar do colo, do riso, do cheiro,
e do nome sussurrado por alguém que entende.
É acordar em outro lugar,
mas com o coração voltando ao lar.
Porque casa não é só parede —
é onde a alma repousa sem se explicar.
É onde moram as histórias antigas,
as dores que viraram chão,
e os amores que nunca partem de verdade —
só esperam a gente voltar, com saudade na mão.
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