Nem todo amor vem para ficar. Nem toda amizade é feita para resistir ao tempo. Algumas histórias nascem com prazo de validade, mesmo que a gente insista em não querer enxergar.
Às vezes, o que parecia ser eterno era apenas um capítulo — intenso, bonito, mas breve. Um desses encontros que chegam como tempestade, viram o mundo do avesso e vão embora com o mesmo mistério com que surgiram. Deixam saudade, sim. Mas também deixam lições.
Tem gente que entra na nossa vida só para nos mostrar como queremos — ou não queremos — ser tratados. Outros vêm para nos ensinar a soltar, a aceitar que controle é ilusão, e que crescer dói. Às vezes, a dor de uma despedida carrega dentro dela o empurrão que a gente precisava para finalmente se encontrar.
E aí, com o tempo, a gente percebe: o valor de uma história não está na sua duração, mas no que ela nos transformou. Em quem nos tornamos depois dela. Em como aprendemos a amar com mais verdade, a respeitar nossos limites, a dizer “não” sem culpa e “sim” com coragem.
Algumas histórias não são para durar. São apenas para ensinar. E tudo bem. Porque nem tudo que acaba foi em vão.

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