Quando um jogador de futebol se torna mágico e faz com que nossos olhos permaneçam fixados durante 90 minutos na tela da TV, como se ali estivesse se apresentando em um show particular para seus súditos, o esporte se transforma em alguma coisa mística, sobrenatural.
Foi isso que Alan Patrick causou na noite de ontem.
Usar a camisa 10 não é um papel fácil. Desejado por muitos, mas é conquistado por poucos. Não é só vestir uma camisa. É ser a camisa. Precisamos, como nunca, de uma camisa 10 para resgatar o Brasil. Seria ele Alan Patrick? Exagero ou fato? Alan se transformou, com uma bola de futebol nos pés e uma elegância pouco vista, em alguém predestinado ao estrelato. Por favor, deem a bola para Alan Patrick e o espetáculo será iniciado.
Há no futebol uma diferença crucial em relação aos outros esportes. A pontuação é baixa. O equivalente ao ponto, no caso, o gol, é um acontecimento raro que tem o poder de afetar decisivamente os desdobramentos de uma partida, seja por implicações táticas ou psicológicas. Como vimos, por exemplo, na noite de ontem no Beira-Rio em Porto Alegre. Não uma, não duas, mas três vezes feitos por um craque que sozinho impera no futebol brasileiro em 2025. Não há hoje, nem de perto, um jogador no mesmo nível de Alan Patrick.
O futebol sempre será um esporte de massa e de um impacto imediato em seus fãs, sejam eles quais forem, sejam os sentimentos que forem, mas sempre impactará. Amanhã é outro dia e talvez o encanto acabe, talvez o corpo e a idade cobrem, talvez outro jogador ofusque o brilho do camisa 10 Colorado, mas até lá o futebol seguirá premiando e agradecendo seu melhor praticante, seu mais plástico atleta, seu mais completo 10.
Respirem aliviados, colorados, vocês têm Alan Patrick!

Deixe um comentário