Conte uma ‘e’stória

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Sim, com ‘e’.

O que eu proponho aqui é que você seja criativo: uma boa estória precisa ser longa, precisa de riqueza nos detalhes, precisa de muita criatividade, mas principalmente, precisa de imaginação. Seja intenso, seja inventivo, seja plural. Escreva ou conte sem pressa, não deixe passar nada, conte como se fosse a última vez. Cada detalhe é fundamental. A nossa estória tem que ser completa.

As histórias, com ‘h’, são contatadas e vividas com pouca emoção, por vezes são eternamente guardadas pelos que as viveram, mas uma boa estória, com ‘e’, sempre vai valer cada segundo de quem dela desfrutar. Talvez o melhor nem seja viver, mas sim fantasiar. Uma grande estória não tem limite, não tem pausa, não tem chateação. O seu ouvinte ou leitor precisa se sentir abraçado, precisa entrar nesse mundo criado por você, naquelas quinhentas palavras escritas ou naqueles dez minutos falados.

Um exímio contador de estórias um dia me disse que a leveza da vida está nas estórias que contamos e ouvimos. Saber se ela é verdadeira ou não nem faz tanta diferença. Ouça com muita atenção, conte com muita propriedade. Seja, por aqueles minutos, irreal.

Não deixe de contar estórias, seja o contador de “causos” nos almoços de família, nos encontros com amigos. Se não for você a contar, abrace aqueles que contam, participe, incentive, valorize. O que seríamos sem esses momentos, sem as estórias contadas nos filmes, nos livros, nos bares, nos corredores da empresa? A verdade é que sem elas a vida seria tão mais chata, tão normal.

Vida longa aos contadores de estórias, vida longa aos inventores de estórias, vida longa aos sonhadores de estórias jamais vividas, mas sempre contadas.


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