Umas das ferramentas que mais utilizo no meu Instagram é, justamente, a de arquivar fotos antigas postadas no meu feed. É engraçado como a vaidade é sorrateira: há dias em que adoro olhar minhas fotos antigas, minhas aventuras de outrora, mas também há dias em que quanto menos fotos meu feed tiver, melhor me sinto. É, a vaidade.
É verdade que a vida é feita de ciclos e eu cheguei aqui pelas minhas escolhas e por livre e espontânia vontade. E envelhecer tem sim sua beleza. Hoje eu me peguei revivendo minhas antigas fotos que arquivadas em meu Instagram estão. É lógico que tudo mudou, não sou mais aquele jovem guitarrista de camisetas com golas rasgadas que tocava em cima do Use Your Illusion do Guns N’ Roses sua guitarra no mais alto volume que a TV do meu quarto podia chegar. Eu mudei, a vida mudou. O tempo avançou e eu com ele. Me olho no espelho e vejo um cara com cabelos brancos surgindo juntamente das rugas. A gente perde agilidade, os dedos não conseguem mais atingir a velocidade de antes e o solo de November Rain já não sai tão parecido com o tocado pelo Slash. A regra é clara: o tempo só anda para frente.
Bom, eu sei que o tempo aqui é curto e não vou me abalar com a minha imagem envelhecendo que as fotos de hoje me mostram. Talvez eu tenha que trocar o álbum escolhido para tocar minha guitarra, alguma coisa com uma velocidade um pouco menor, mais acessível para o eu de agora, mas sei que um pouco daquele jovem Marco ainda está aqui dentro.
Quer saber? Tirarei minhas fotos antigas do anonimato e ao feed as trarei novamente. Espero que o tempo não se apresse e não vou me importar com aquilo que não tem importância. Lá no final, quando o tempo estiver quase se esgotando para mim, todas as fotos do feed serão aquilo que fui.

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