QUE D10S ABENÇOE O FUTEBOL

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Eu tenho 25 anos, não tive a honra de assistir Maradona jogar, mas a verdade é que por diversas vezes parei para pesquisar, ler, ouvir e olhar o que há disponível no interminável mundo da internet sobre esse que foi o atleta mais cinematográfico que já existiu. O homem que orgulhou um país inteiro apenas com uma bola em seus pés. O homem que virou Deus para uma nação inteira, um mito para a eternidade.

Este texto é uma exaltação a Diego Armando Maradona, o homem que enchia os estádios não apenas com uma extrema habilidade para tratar a bola, mas também com a mais pura paixão – e com infindáveis histórias de como isso pode se manifestar no futebol. Diego foi único. Diego, mesmo após sua morte, ainda faz e para sempre fará olhos brilharem.

Mas o maior de todos os maiores momentos da carreira deste gênio ocorreu no dia 22 de junho de 1986, no mítico Estádio Azteca. Exatamente onde, dezesseis anos antes, brilhava a estrela de Pelé. Quase duas décadas depois, o mundo era, definitivamente, presenteado por um dos maiores jogadores da história do futebol.

O jogo era válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo do México em 1986. A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols do camisa dez, o primeiro em que enganou o goleiro Shilton com um toque de mão e o segundo, o golaço em que driblou seis marcadores. Lineker descontou para os ingleses. Um jogador do estilo Maradona, Zico, acima da média, são mais visados. Sempre tem alguém em cima e outro na sobra. Então é muito difícil um cara desse pegar a bola e percorrer dez metros. Maradona percorreu muito mais de dez metros. No total ele correu 55 metros na arrancada, é praticamente metade da distância média que os jogadores percorrem com a bola em um jogo inteiro e ele fez isso em apenas um lance. Para carregar a bola por tanto tempo sem ser desarmado, Maradona utilizou a velocidade e agilidade que muitos achavam que o rechonchudo Diego não teria. Ledo engano.

Ele foi um gênio indomável. Um baixinho gigantesco que correu como ninguém com uma bola. Ele escorregou, caiu, levantou, equilibrou-se na linha tênue dos prazeres da vida. Ele foi o mais “prima-dona” dos jogadores, o mais argentino dos argentinos. Maradona levantou olas e taças. Segurou na mão de Deus e a pegou emprestada. E marcou seu nome na história dos que jamais serão esquecidos.

Maradona era o último mito vivo da Argentina. Nessa galeria estão Ernesto ‘Che’ Guevara, Evita, Carlos Gardel, Juan Domingo Perón e Juan Manuel Fangio. Sobre todos eles, havia devoção em vida, mas o mito veio com a morte.

Maradona foi amado em vida. Mais que original, Maradona foi único. Maior que o futebol, maior que a vida. Descanse em paz, D10s.


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