Eu que procuro um real sentido para minha trajetória. Eu que vivo agoniado em busca de encontrar algo que eu ame fazer. Eu que acordo todos os dias em busca daquela sensação de alegria.
Talvez o principal motivo de frustração na minha vida seja essa mania de acreditar que os começos, apesar de desafiadores, sempre terminarão em finais fantásticos, em incríveis histórias de sucesso. Como se minha linha do tempo fosse ter períodos traçados apenas com linhas crescentes. Até lembrar que vivo em um constante rabisco desgovernado que só sabe por onde começou, mas não faz a mínima ideia de onde vai parar.
É, verdadeiramente, aterrorizante dar-se conta que os começos são sempre assustadores e os finais quase sempre tristes. Compreender que não há garantia de recompensas no final e torcer para que o que realmente importa esteja no meio. É preciso lembrar-se disso quando estiver começando algo. Estaremos sempre começando novos caminhos, mas nunca saberemos onde iremos parar.
Talvez eu tenha que correr mais vezes na chuva, olhar mais vezes para o céu, admirar mais as estrelas. Talvez eu tenha que dizer, mesmo que com certo receio da resposta, o que eu quero dizer.
Ou, talvez, eu ainda não saiba quando começar de novo, e continue procurando sentido em algo que ainda nem encontrei.

Deixe um comentário