“1, 2, 3…
CHEGA! Eu não vou falar de novo.”
Grim é, perfeitamente, aceita pela sociedade. Ela tem quase tudo: beleza, inteligência, simpatia e bom humor. Talvez o termo mais correto para definir Grim seja “descolada”. Quem não quer ser como Grim?! Mas o que poucos sabem é que Grim não é completa. Longe disso. Grim é incompleta.
“Você não está feliz, Grim?”
“O que é felicidade sem amor?”, questionou-me.
“Não sei, Grim.”
Você pode ter tudo: o melhor emprego, o melhor apartamento, o melhor vestido, o melhor terno, o último modelo do iPhone, a melhor cama com o melhor colchão. Mas de que adianta ter tudo e não ter amor? É como ter asas e não poder voar. Um dia desses eu escrevi que não sabia se existia felicidade sem amor, mas que quando se ama, se é feliz. Grim está certa. Por mais que eu tente, não encontro uma resposta. Por mais que eu tente, não consigo discordar de Grim. A verdade é que fomos feitos para amar. Somos o amar. Somos o amor. E por mais que ele se esconda, ele está sempre ali.
O amor não escolhe, ele surpreende. O amor revela. O amor conquista. O amor impressiona. O amor completa e preenche todos os espaços da felicidade. Mas também machuca.
‘Amor é sofrimento. Amar é sofrer muito, muito mais’.
Não existem os que amam e não sofrem. O sofrimento é parte do amor. O que eu não posso aceitar é vê-la sofrer. Mas eu não a julgarei, Grim. Você pode tentar de novo. Corra atrás do que te faz bem. Viva o amor sem medidas, sem reservas. Quem sabe um dia você encontre ou até reencontre o amor para toda a vida. Você merece.
E no final de tudo, felizes serão sempre os que conseguiram amar. Felizes serão sempre os que, mesmo sofrendo, amaram.

Deixe um comentário